Foi por causa de uma simples curiosidade que resolvi conhecer melhor e estudar sobre esse universo encantador da mesa posta.
Mas antes disso, na minha adolescência, preciso reconhecer que passei por algumas situações vexatórias; não por falta de educação, mas por falta de um conhecimento mais refinado sobre comportamento à mesa.
Com a maturidade comecei a ter um olhar mais apurado e observar sobre a organização e disposição dos itens na mesa.
Eu queria saber por que o garfo fica à esquerda do prato uma vez que a maioria absoluta das pessoas é destra.
Em restaurantes e mesas de hotel que eu participei observei que existe uma forma universal de se posicionar os talheres e demais itens.
Perguntei aos familiares mas ninguém soube responder. E também assisti a um programa de competição onde os chefes de cozinha faziam um prato para serem avaliados. Vi um jurado usando o garfo na mão esquerda para espetar o alimento e cortar com a mão direita, até aí tudo bem. Mas quando esse jurado levou o alimento à boca com a mão esquerda mesmo mas com o garfo virado para baixo eu fiquei surpresa.
Senti que eu precisava buscar as respostas e resolvi estudar.
Fiz vários cursos, entendi o porque das regras de etiqueta, aprendi muito e mudei totalmente a forma de me comportar à mesa.
Mas além de todo o conhecimento que adquiri eu entendi que a mesa é muito mais do regras. O sentimento de amor e gratuidade já começa bem antes da preparação; começa no pensamento, na intenção.
Gostei tanto desse assunto que resolvi ajudar outras pessoas dando aulas e ensinando-as a reconhecer o valor de se reunir com a família ao redor da mesa.
Quero muito que todas as pessoas conheçam e se envolvam com a mensagem bonita que a mesa nos traz reunindo a família e trazer de volta o que realmente importa com simplicidade e verdade.
Lídia Mara de Souza
Consultora de Etiqueta
@lidia.mara_